Nevoeiro, neblina e cerração

Entenda e explique aos alunos e filhos a diferença entre nevoeiro, neblina e cerração; acompanhe em tempo real a presença de nevoeiros no Brasil

Por Andressa Alves

Publicado em 09/07/2015

A atmosfera terrestre é, como definido por cientistas, um sistema caótico. Qualquer previsão do tempo pode perder sua validade rapidamente. Para conhecer e mesmo prever as condições do tempo atmosférico, é importante considerar diferentes variáveis, como chuvas repentinas, mudanças nas condições do vento, formação de tempestades e de nevoeiros. E esses fatores não são precisos. Porém, quanto mais conhecermos o comportamento do tempo e de suas variáveis, mais fácil será nossa compreensão sobre os fenômenos atmosféricos e suas interferências em nosso dia a dia. 

Quem já ouviu alguém falar que o vôo atrasou porque o aeroporto estava fechado por conta do nevoeiro? E ainda, que a viagem de carro demorou, pois havia muita cerração na estrada? Os nevoeiros fazem parte das condições do tempo atmosférico que variam no decorrer de um dia e mesmo durante as diferentes estações do ano. Eles podem se formar em muitos lugares e em momentos distintos. Especialmente nas manhãs da estação do inverno e no Sul e Sudeste do país, eles são muito freqüentes. Porém, com a presença do Sol, no decorrer do dia, os nevoeiros se dissipam. Vamos aprender um pouco mais sobre isso?

O nevoeiro é uma espécie de nuvem, ou seja, é formado por partículas de água muito pequenas ou mesmo cristais de gelo suspensas no ar que têm volume e concentração suficientes para serem visíveis. Podemos até mesmo atravessá-lo, pois o nevoeiro normalmente se encontra numa camada de ar muito próxima à superfície da terra.

Os nevoeiros se diferenciam das nuvens pela maneira e pelo lugar onde se formam. Há diferentes tipos de nevoeiros. Um exemplo é o nevoeiro de radiação, que geralmente ocorre em noites de céu limpo, quando a superfície se resfria e a camada de ar acima dessa superfície também é resfriada, criando condições de saturação. Desse modo, o ar se condensa e resulta em uma nuvem próxima ao solo. Esse tipo de nevoeiro não é o mesmo que ocorre sobre a água, pois a água resfria-se mais lentamente que o solo durante a noite. 

O nevoeiro que ocorre sobre a água é chamado de nevoeiro de evaporação. Quando a água (no mar, nos rios, ou até mesmo em piscinas externas aquecidas) se encontra mais quente que o ar, evapora, se condensa e, ao entrar em contato com o ar mais frio da superfície, forma um nevoeiro.

Outros tipos de nevoeiro são os chamados frontais, aqueles formados por advecção, e os nevoeiros orográficos. 

A diminuição da visibilidade é a principal interferência dos nevoeiros no dia a dia das pessoas. Veja, no esquema abaixo, como isso ocorre e as principais denominações utilizadas nesses casos.

Outros termos que você pode encontrar:

Nevoeiros no Brasil

É possível acompanhar a presença de nevoeiros no Brasil em tempo real no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais – Nevoeiros.

No mapa, é possível identificar os horários dos nevoeiros, escolher uma data anterior à do acesso ou um satélite específico para consulta ou pesquisa, visualizar o mapa por regiões brasileiras, e ainda ver uma animação a respeito das informações dos nevoeiros. Este recurso é muito interessante para ser utilizado em sala de aula e enriquecer o conteúdo dos estudos em Geografia e Ciências. 

 

Mais sobre o tema

Você poderá encontrar mais referências sobre o tema em:

Atlas visuais da Ciência: Clima. Editorial Sol 90, 2007.

CHRISTOPHERSON, Robert W. Geossistemas. Uma introdução à geografia física. Porto Alegre, Bookman, 2012. 

Departamento de Física – Universidade Federal do Paraná. Disponível em: http://fisica.ufpr.br/grimm/aposmeteo/cap6/cap6-1-2.html

Enciclopédia do Estudante: Ciências da Terra e do Universo – 03. São paulo, Moderna, 2003.

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - CPTEC. Disponível em: http://www.cptec.inpe.br/curiosidades/pt

MENDONÇA, Francisco; DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco. Climatologia: Noções básicas e climas do Brasil. São Paulo, Oficina de Textos, 2007.

Portal do Professor – Ministério da Educação do Brasil – Espaço da aula. Inverno: como esta estação influencia nossa vida. Disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?pagina=espaco%2Fvisualizar_aula&aula=55661&secao=espaco&request_locale=es

TORRES, Fillipe Tamiozzo Pereira; MACHADO, Pedro José de Oliveira. Introdução à climatologia. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

ZAVATTINI, João Afonso; BOIN, Marcos Norberto. Climatologia geográfica. Teoria e prática de pesquisa. Campinas, Alínea, 2013.

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