China em imagens

Por Andressa Alves e Levon Boligian

Publicado em 18/02/2015

Dando uma olhadela em páginas da rede, é possível encontrar várias fontes confiáveis de recursos atualizados e que estão relacionados aos conteúdos escolares, permitindo a criação de diferentes formas de modificar as aulas e interagir com os alunos. A página da BBC Brasil é uma dessas fontes de recursos. Lendo as notícias publicadas pela BBC, nos deparamos com um recurso interessante, que resume a história recente da economia chinesa por meio de fotografias e legendas.

Fotos mostram evolução econômica da China

China, uma economia em mutação


Em 1949, a China era um dos países mais pobres e subdesenvolvidos do mundo. Cerca de 90% da sua população vivia no campo, a maior parte dela na pobreza. (Foto: Getty Images)
 


Em 1956, a economia chinesa pertencia ao Estado. A maioria da população ainda vivia no campo e trabalhava na agricultura. O governo incentivava a industrialização, mas a produtividade era baixa. (Foto: Getty Images)

A China só começou a prosperar após grandes reformas em 1978. Uma das mudanças permitiu investimentos estrangeiros. Em 1980, a Coca foi uma das primeiras empresas a montar joint ventures na China. (Foto: Getty Images)

Incentivos para a eficiência agrícola levaram a uma maior produção de alimentos e permitiram que mais trabalhadores migrassem a outras indústrias, como fábricas e pequenos negócios. (Foto: Getty Images)

Zonas especiais econômicas foram criadas pelo governo para estimular a produção fabril. Shenzhen se transformou de uma adeia pesqueira de 30 mil habitantes em 1984 em uma cidade de 8 milhões de pessoas em 2007. (Foto: Getty Images)

Mais e mais chineses se mudaram do campo para as cidades. Em 1950, menos de 13% da população era urbana.  Agora, a população urbana chegou a 40% e deve chegar a 60% nas duas próximas décadas. (Foto: BBC)

A China se tornou 'a fábrica do mundo'. Sua economia cresceu em média 10% ao ano nos últimos 25 anos. Em 2001, o país foi considerado aberto o suficiente para aderir à Organização Mundial do Comércio. (Foto: Getty Imagens)


A alta demanda global por produtos chineses alimentou o consumo energético na China. O país se tornou importador líquido de petróleo em 1993. Sua demanda por combustível deve se equiparar à dos EUA em 2030. (Foto: Getty Images)

A indústria chinesa cresceu mais rápido que sua regulamentação. A UE estima que 80% de seus produtos piratas venham da China. (Foto: Getty Images)

A economia continua a crescer, mas não escapou aos efeitos da crise global. Milhares de fábricas fecharam suas portas, e muitos trabalhadores tiveram de voltar ao campo. (Foto: Getty Images)


A economia chinesa superou a do Japão e se tornou a segunda maior do mundo. Especialistas creem que, no atual ritmo, a China pode superar os EUA e se tornar a maior economia do mundo em cerca de dez anos. (Foto: Getty Images)

O conteúdo referente à globalização da economia mundial, ao crescimento da economia das potências emergentes, e particularmente ao crescimento da economia chinesa está contemplado tanto no Ensino Médio quanto no Fundamental II. Entretanto, com o objetivo de abordar o tema de modo mais interativo com os alunos, sugerimos uma visita à página da BBC (http://www.bbc.co.uk/portuguese). Veja uma sugestão de roteiro didático para explorar esses recursos imagéticos nas aulas de Geografia:

 

Geografia

Conteúdo: Ásia, países emergentes,economia global, comércio mundial, geopolítica.
Segmento: 8o e 9o anos e Ensino Médio.

Desenvolvimento:

1. Mostre aos alunos a seqüência de fotografias explorando ao máximo a leitura de imagens, discutindo amplamente o que essas imagens revelam. Ressalte também o título da reportagem. Em seguida, trabalhe com os alunos o resgate de alguns fatos históricos ocorridos no território chinês. Pode-se utilizar o seguinte texto:

Para entender a realidade atual da China, assim como as grandes transformações que levaram o país a se destacar no cenário mundial, devemos fazer uma análise de sua história mais recente.

Desde o século XIX, a China esteve submetida aos interesses das nações imperialistas, como Inglaterra, Japão e Rússia, que exploravam de maneira indiscriminada os recursos naturais existentes no território chinês, além de controlar grande par te de sua economia.

Essa situação começou a mudar a partir de 1949, quando um movimento de base camponesa, liderado por Mao Tsé-tung, desencadeou uma revolução, levando à instalação do regime socialista no país.

Entre as principais medidas estabelecidas pela revolução, encontram-se: a instalação de um partido único no país, o Par tido Comunista; a planificação da economia, centralizada pelo Estado; a estatização dos meios de produção; a reforma agrária e a coletivização das terras.

Inicialmente, o governo chinês investiu no desenvolvimento da atividade industrial, sobretudo por meio da criação de indústrias pesadas, como forma de acelerar o crescimento econômico do país. Ainda na década de 1950, os dirigentes do Par tido Comunista reavaliaram os planos econômicos e passaram a priorizar o desenvolvimento da agricultura e a modernização do campo, investindo na construção de indústrias de tratores, máquinas e implementos agrícolas, fertilizantes, adubos, etc.

A implantação desse modelo apoiado na criação de indústrias de base foi viabilizada pela cooperação técnica e financeira que a União Soviética, também socialista, ofereceu à China, o que acelerou o ritmo de crescimento econômico do país.

BOLIGIAN, Levon; BOLIGIAN, Andressa T. A. ; VIDAL, Wanessa G. P.; MARTINEZ, Rogério.
Geografia Espaço e Vivência. 8o ano. São Paulo, Atual, 2009.

2. Na seqüência, reveja com os alunos as fotografias e, então, passe a eles as legendas de cada imagem;

3. Finalize o trabalho propondo aos alunos uma pesquisa na internet de outras imagens que representem o desenvolvimento chinês nos últimos anos.

Bom trabalho!

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