Cuscuz: um prato africano adaptado ao paladar brasileiro

Iguaria feita de farinha de milho tem versões adaptadas às diferentes culturas das regiões do País

Por Mie Francine Chiba

Fonte: sp.senac.br; basilio.fundaj.gov.br

Publicado em 28/10/2016

O Brasil é um país de dimensões continentais, e as culturas que podem ser encontradas ao longo de seu território são diversas. As culturas das diferentes regiões do País, por sua vez, podem ser claramente percebidas nos pratos típicos de cada local.

O cuscuz é a prova de que uma receita pode receber diversas adaptações de acordo com a região do País. Esse prato, em geral feito de farinha de milho, tem várias versões que, de acordo com artigo da Revista Contextos da Alimentação, vão desde a nordestina, cozida no vapor e consumida com leite ou vendida no tabuleiro; a versão maranhense, feita com arroz; até versões mais “completas”, como a paulista, com sardinha, ovos cozidos e tomates, e a amazônica, com palmito e camarão.

Origem africana

De acordo com o site Pesquisa Escolar, a origem do cuscuz na verdade é africana, da região do Magreb, que compreende a Tunísia, o Marrocos e a Argélia. Por lá, esse prato é preparado com outros tipos de farinha, como a de sêmola, a de trigo ou a de polvilho.

Há registros, conforme o site, de que o cuscuz já era consumido na região do Magreb mesmo dois séculos antes de Cristo. Por aqui, a iguaria teria chegado pelas mãos dos portugueses, que aprenderam a fazer o prato com os berberes, povos que habitavam o norte do continente africano. No Brasil, o cuscuz foi adaptado para a farinha de milho por influência indígena, e é consumido no café da manhã ou na ceia ao anoitecer.

Aprenda como fazer:

Foto: Imprensa GPA via Visual hunt / CC BY-NC-SA

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