Kubo: uma fábula sobre família e cultura oriental

Longa animado em stop motion conta a história de Kubo, um pequeno samurai que luta contra as forças do mal; obra faz uma bela representação da cultura oriental e fala sobre família

Por Mie Francine Chiba

Publicado em 22/11/2016

Por que assistir?

1. Kubo e as Cordas Mágicas faz uma bela representação da cultura oriental – o origami e a arte de contar histórias são alguns dos elementos presentes na trama;

2. O longa foi inteiramente feito usando a técnica do stop-motion, em que cada imagem é feita sobre a fotografia de um modelo 3D;

3. A animação é, sobretudo, uma obra sobre o relacionamento familiar e o valor da família;

4. Kubo também trata de assuntos como o luto sob a ótica da cultura oriental e de uma maneira delicada;

Vale a pena assistir em sala de aula?

1. Sim, mas a classificação é 10 anos e, como o filme tem 1h42min de duração, recomenda-se passar em mais de uma aula;

2. Serve como referência para atividades artísticas, como desenhos, pintura e redação;

3. O desenho é excelente para trabalhar com as crianças e jovens temas como família, relacionamento familiar, reconciliação familiar, luto, amadurecimento, responsabilidade;

Sobre o filme

Um garoto de um olho só que precisa encontrar a armadura de seu pai samurai para combater forças do mal. Essa é a história de Kubo, o protagonista da animação Kubo e as Cordas Mágicas. Baseada na cultura oriental, o longa dos estúdios Laika foi inteiramente feito em stop-motion, técnica na qual cada imagem é feita sobre a fotografia de um modelo 3D.

Mesmo pequeno, Kubo tem uma enorme responsabilidade nas costas: é ele quem cuida de sua mãe, que após uma tragédia envolvendo suas irmãs e o avô passa o dia catatônica. Durante esse período, Kubo a alimenta e sai para a cidade, onde conta histórias em troca de moedas.

Para contar histórias, o protagonista usa cordas mágicas que, quando tocadas, transformam folhas de papel em origamis vivos. Só aí a animação já mostra dois aspectos da riquíssima cultura oriental: a dobradura japonesa e a arte de contar histórias.

Todos os dias, porém, o pequeno contador de histórias precisava voltar para casa antes do anoitecer. Essa é a hora que a mãe recobra sua consciência, e também a hora que as forças do mal, representadas pelo avô do menino – o maligno Rei Lua - e pelas suas tias, saem em busca do outro olho de Kubo a fim de condená-lo à escuridão.

Mas um dia, Kubo resolve ficar no vilarejo até mais tarde. É aí que suas tias o encontram e colocam o menino em uma jornada em busca da armadura usada pelo seu pai, o samurai Hanzo, para combatê-las. Em sua missão, o pequeno samurai conta com a ajuda de uma macaca e de um besouro.

Lições

Um alerta: o longa possui uma atmosfera sombria que pode assustar um pouco as crianças mais novas. Os vilões assustadores e o fato de o avô do personagem e as tias de Kubo serem mostrados como forças do mal já dão uma ideia do que estamos falando.

Por outro lado, a animação traz valiosas lições. A primeira tem relação com a família. Essa é a linha que costura todo o longa. A mãe é a fonte de inspiração do menino, que também busca conhecer e preservar a história de seu pai, já falecido. Ao inserir outros membros da família na trama, a obra também fala sobre o relacionamento familiar.

Kubo e as Cordas Mágicas trata ainda de um assunto delicado - a perda de pessoas queridas -, sob a ótica da cultura oriental e de uma maneira suave. Pode ser uma ótima oportunidade para conversar com as crianças sobre o assunto.

Veja o trailer:

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