Esqueceram de mim em Marte: o que fazer?

Filme de Ridley Scott, Perdido em Marte também é uma aula sobre as condições necessárias para a vida e sobre as operações espaciais da Nasa

Por Mie Francine Chiba

Publicado em 25/10/2016

Por que assistir?

1. Perdido em Marte traz lições de Botânica como nenhum outro;

2. Mostra as condições do Planeta Vermelho, fascinante para que é apaixonado por astronomia;

3. Tem verossimilhança com o que acontece nas operações da Nasa;

4. Fala ainda das condições necessárias para a sobrevivência humana;

Vale a pena assistir em sala de aula?

1. Sim, mas como o filme tem 2h24min de duração, recomenda-se passar em mais de uma aula;

2. Serve como referência para as aulas de Física e Biologia;

Sobre o filme

Imagine que você viajou com a sua turma para algum lugar remoto e, por algum motivo, te esqueceram por lá. Agora imagine se esse lugar fosse 

Marte. Claro que esse é uma maneira bem simplificada de explicar a premissa do filme, mas basicamente é essa a ideia de Perdido em Marte. Nesse longa, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é tido como morto em uma missão da Nasa prejudicada por uma forte tempestade de areia em Marte, e deixado para trás pela sua equipe. Acontece que o astronauta não estava morto, mas se comunicar com a base espacial da Nasa não é tão fácil quanto enviar uma mensagem do WhatsApp quando se está no Planeta Vermelho.

A viagem para o resgate do astronauta também não é algo tão simples. É preciso investimento (um alto investimento) e tempo para conseguir mandar a equipe de volta a Marte. A estimativa, no filme, é de quatro anos, sendo que o módulo de sobrevivência no qual Watney está à espera tem suprimentos para apenas 31 dias. O que fazer?

É aí que começa a lição de Biologia do longa, dirigido por ninguém menos que Ridley Scott (diretor de filmes como Alien, Blade Runner e O Gladiador). Perdido em Marte se baseia no livro de mesmo nome, escrito por Andy Weir. Segundo Salvador Nogueira no artigo “’Perdido em Marte’ tem momentos 

que parecem ficção, mas não são”, publicado no UOL, o autor seguiu diversos detalhes técnicos para escrever a obra, e até consultou especialistas para isso. Como o filme é, de acordo com Nogueira, bem fiel ao livro, pode-se dizer que o longa também é bem verossímil.

Para sobreviver aos quatro anos de espera do resgate, Watney resolve fazer o impossível em Marte: plantar batatas. Como o próprio astronauta diz no filme, sua missão se torna fazer brotar comida em um lugar onde nada nasce. Por sorte (ou não) ele é botânico por formação, e cria no Planeta Vermelho as condições necessárias para plantar batatas dentro do módulo onde vive, que inclui a pressão adequada e... adubo. Bem, você tem três chances para descobrir onde o astronauta encontrou adubo em seu módulo de sobrevivência. Se você respondeu “nas fezes”, acertou.

Por essa e diversas outras situações mostradas, o filme é uma maneira interessante e divertida de fazer os alunos entenderem quais as condições existentes na Terra para a vida – tranquila e sem contratempos como em Marte – ser viável aos seres humanos. O longa também revela um pouco de como funcionam as operações espaciais na Nasa, o dia a dia dentro de uma nave espacial, e o investimento necessário para uma operação em outro planeta – foi até preciso uma mãozinha dos chineses nessa.

Veja o trailer:

Fotos: Reprodução (youtube.com)

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